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As informações sobre risco de falta de diesel no Brasil têm gerado preocupações e opiniões diversas. O empresário Paulo Chiodini, CEO da Agricopel, distribuidora de combustíveis de Jaraguá do Sul, acredita que não vai faltar diesel porque o país pode ampliar importações pagando mais caro. O conselheiro da Petrobras, Marcelo Gasparino, defende subsídio aos mais afetados para compensar perdas com alta do diesel.

– Eu acho que não vai chegar a faltar diesel porque entre importar mais caro e faltar, vão importar e repassar o preço maior para o mercado – explica Chiodini.

Hoje, 70% do diesel consumido no Brasil é fornecido pela Petrobras e 30% vêm do exterior. Segundo o empresário, os importadores têm medo de fazer compras grandes lá fora por um preço e, daqui a pouco, a cotação cai e aí eles amargam prejuízos com estoques altos.

Por isso, muitas vezes, aguardam o melhor momento para importar e compram quantidades menores. Com menor estoque, eles atendem clientes, mas quem não tem contrato de fornecimento, como postos e empresas menores, acaba pagando mais caro.

Mas diante dos preços nas alturas, cresce o número dos que defendem que o governo federal adote um subsídio para compensar os setores mais atingidos. Quem está nesse grupo é o conselheiro de administração da Petrobras Marcelo Gasparino, que é catarinense.

– Sigo defendendo que todas as partes ajam com responsabilidade nesse momento. Os subsídios são a única maneira de aliviar as pressões dos combustíveis, já que a Petrobras precisa continuar acompanhando os preços internacionais. É a única forma do mercado, e não a Petrobras, suprir a demanda doméstica do segundo semestre, que está muito pressionada pela necessidade da Europa garantir fontes alternativas de energia em face da suspensão do fornecimento de gás natural pela Rússia – afirma Gasparino.

Conselheiro da companhia desde 2021, ele diz que o governo deverá criar um subsídio específico para setores como transporte rodoviário, transporte coletivo urbano, táxis e aplicativos. Para ele, governos estaduais deveriam reconhecer que cobravam alíquotas abusivas entre 25% e 34%, enquanto a maioria dos demais produtos pagava 17%. Ele entende que estados e união precisam fazer as suas partes e reduzir a carga de impostos.

Chiodini, Gasparino e boa parte das lideranças do setor de petróleo e gás acreditam que o problema de abastecimento do Brasil está na falta de paridade entre os preços internos e externos. A redução da defasagem pode aumentar a oferta de combustíveis, mas com preço maior. A insegurança persiste porque a guerra Rússia e Ucrânia continua e parece que o fim ficou um pouco mais distante.

Via NSCTotal – Coluna Estela Benetti