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Gestão com competência

O repetir de jargões em rádio e TV dos candidatos adentrando nos ouvidos acaba por definir com melhor clareza o perfil, o projeto e as perspectivas de desempenho, a partir da assunção do mandato. Todavia, há que se ressaltar um aspecto de suma importância: ocupação de cargo público, pois não bastam recursos financeiros, herança familiar na função, desenvoltura comunicativa, corporativismo, quer seja ideológico, religioso ou classista. Frise-se: não bastam. Será preciso muito mais.

O que falta? 
Se não tiver conhecimento do exercício da profissão na qual se candidata, poderá incorrer em “desvios de conduta”, como aqueles que causaram prejuízos e que pretendem retornar ou prosseguir; o caminho realmente não será adequado.
Dia do administrador 1 No último dia 09 celebrou-se o Dia do Administrador. Carreira sólida das mais presentes no país, mas que nem sempre seus cargos são ocupados por profissionais habilitados. Em Santa Catarina, essa exigência tanto no setor privado como na esfera pública vem sendo coordenada pelo Conselho Regional de Administração (CRA-SC).

Gestão profissional
Ressalta-se a preocupação do CRA-SC nas palavras a seguir: “O Conselho acredita que a qualificação da gestão pública pode garantir a melhoria nos serviços prestados à sociedade, assim como evitar a recorrência de atos que contrariam a lei, a moral e a ética, os quais ferem os princípios básicos da administração pública”. E prossegue: “Esses cargos devem ser gradativamente ocupados por profissionais de Administração, afinal gestões eficientes e eficazes trazem benefícios para toda a sociedade”, conclui. Para o exercício da função, o político deverá estar imbuído de conhecimento, habilidades e atitude, carregando a cartilha da ética e da moral turbinando as competências.

Revisões à vista
As cifras tributárias em Santa Catarina foram, no primeiro semestre, surpreendentes, ultrapassando a inflação, satisfazendo os gestores a ponto de partirem para empreitadas como a do plano 1000. Ainda que os opositores tratem isso como projeto eleitoreiro às prefeituras, denominado Pix, houve a circulação dos recursos, aproximando-se das pessoas. Certamente, muito deve ser revisto para que obras e projetos não sofram processo de continuidade.

Importância faltante
As autoridades fazendárias batem na tecla de que faltarão, mensalmente, até final deste ano, cerca de 300 milhões, e no próximo exercício, 3,5 bilhões de reais, devido ao projeto federal da redução de alíquotas. O que fazer e de onde tirar a diferença? Empresários, ao lerem as notícias, começam a ficar ressabiados. “Novamente nós pagaremos a conta”? Ouvi de alguém preocupado com a situação. Na verdade, quem não deve não teme. Não se tem como cobrar de quem trabalha corretamente. O esperneio acontece nos sonegadores, naqueles que ficam tramando burlar o fisco. Os auditores fiscais com quadro completo, aliados às ferramentas disponíveis, irão atrás desses fraudadores e, dentro das prerrogativas legais, vão aplicar as penalidades devidas. Com o trabalho, num futuro breve, a arrecadação retorna ao montante que havia faltado.

Refletindo
“Administração pública exitosa se pauta em profissionais qualificados, comprometidos e éticos”. Uma ótima semana!

Por Pedro Hermínio Maria – Auditor fiscal da Receita estadual de SC