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Após o fundo do poço causado pela Covid-19 no primeiro semestre do ano passado, tanto a economia brasileira quanto a mundial iniciaram retomada do crescimento no segundo semestre e a expectativa era de céu de brigadeiro para 2021. Mas, gradualmente, esse otimismo está retraindo diante de uma série de obstáculos, em especial no Brasil. Para o economista Paulo Zoldan, do governo do Estado, que acompanha todos os indicadores locais, SC conseguiu desempenho acima da média do país até o primeiro semestre deste ano e deve, pelo menos, acompanhar a variação anual para o PIB nacional estimada entre 4% e 5% para 2021.

– Esses fatos novos que estão aparecendo, como a estiagem no Brasil, a preocupação com a variante Delta da Covid no mundo e outros problemas estão afetando expectativas para o futuro. A gente vê que as expectativas do mercado brasileiro estão caindo a cada semana. O comércio e a indústria estão perdendo fôlego, embora os serviços estejam em maior ritmo porque estão em recuperação. Mas o que vem para segundo semestre é uma incógnita, ainda – afirma ele.

A lista de obstáculos no Brasil tem ainda a alta da inflação, dos juros e do dólar, mais a elevada taxa de desemprego, a crescente inadimplência e pouco otimismo para uma retomada mais forte do consumo.

Zoldan, que acompanha uma série de números da economia catarinense, estimou para 2019 alta de 3,5% do PIB do Estado enquanto o Brasil cresceu 1,4%. Para 2020, os cálculos dele apuraram retração de -0,9% frente à queda de 4,1% do Brasil. Contudo, ele acredita que SC pode ficar na média nacional este ano, porque tem a maior parte das atividades voltadas ao mercado interno e nem sempre é possível crescer mais do que a média.

Via NSCtotal – Coluna Estela Benetti