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Mudanças determinadas pela Marinha do Brasil têm feito os navios a operarem com menos carga nos portos de Itajaí e Navegantes. O motivo é a redução de profundidade no canal de acesso e nas áreas de manobras, apontada como consequência tardia das chuvas do início de maio. Os novos parâmetros significam uma redução de mais de 500 contêineres por navio, o provoca um grande impacto na cadeia de comércio exterior em Santa Catarina e um prejuízo que pode chegar a milhões de reais na movimentação de cargas.

Na última sexta-feira (3), as regras atuais foram publicadas em um comunicado pela Superintendência do Porto de Itajaí. O documento informa que o calado de operação para navios de até 350 metros de comprimento passou a ser de 10,8 a 12,4 metros de profundidade. Também foi alterado o índice de Folga Abaixo da Quilha (FAQ). De 60 centímetros – a profundidade regular – passou para 80.O parâmetro regular de dragagem no canal de acesso aos portos de Itajaí e Navegantes e na bacia de evolução varia entre 13,5 e 14 metros.

Jocelino dos Santos Sora, diretor geral de engenharia da autoridade portuária, explicou que o tipo de material do qual é formado o canal de acesso, no leito do Rio Itajaí-Açu, demora a estabilizar. A água permanece com turbidez e o material em suspensão vai aos poucos depositando no fundo, o que provoca a perda gradativa de profundidade – mesmo semanas após o evento climático. A expectativa é que o fenômeno ainda ocorra pelos próximos dias, por isso a perda exata de profundidade ainda não pode ser calculada.

Segundo o engenheiro, a draga que faz regularmente a manutenção de profundidade do canal está em atividade – mas, como se trata de lama fluida, o trabalho demanda injeção de água para posterior sucção do lodo. Não se descarta a contratação de outra draga, do tipo hopper, para acelerar o ganho de profundidade. A expectativa é que os parâmetros de navegação sejam normalizados nas próximas semanas.

Via NSCTotal – Coluna Dagmara Spautz