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Santa Catarina encerrou o segundo trimestre de 2022 com taxa de desemprego de 3,9%, o que significa 0,6 ponto percentual a menos do que a do trimestre anterior, que ficou em 4,5%. Os dados são da pesquisa Pnad Contínua Trimestral, divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE e reforçam a condição de pleno emprego no Estado.

Em números absolutos, o total de pessoas procurando vaga de trabalho em junho era de 160 mil pessoas no Estado, 21 mil a menos do que em março, quando ficou em 181 mil desempregados. Apesar de abaixa, essa não é a menor taxa de desocupação registrada em SC desde que o IBGE iniciou essa série, em 2012. A menor foi a do fim do quarto trimestre de 2013, em 2,6%.

No Brasil, a taxa de desocupação no fim do segundo trimestre ficou em 9,3%, 1,8 ponto percentual a menos do que no trimestre anterior, que estava em 11,1%. Isso significa que em junho, 10,08 milhões de pessoas buscaram trabalho no país.

As maiores taxas de desemprego no trimestre foram registradas da Bahia (15,5%), Pernambuco (13,6%) e Sergipe (12,7%), e as menores, em Santa Catarina (3,9%), Mato Grosso (4,4%) e Mato Grosso do Sul (5,2%).

SC foi destaque também com a menor taxa de informalidade no país, 27,2%, seguida por São Paulo (31,1%) e Distrito Federal (31,2%). Na outra ponta, as maiores taxas de trabalho informal foram registradas no Pará (61,8%), Maranhão (59,4%) e Amazonas (57,7%). A média nacional ficou em 40%.

O setor privado catarinense foi o que garantiu mais emprego formal, de carteira assinada, com 87,4% do total. Foi seguido por São Paulo (81,0%) e Paraná (80,9%). A média nacional ficou em 73,3%. As menores médias de trabalho com carteira assinada foram no Piauí (46,6%), Maranhão (47,8%) e Pará (51,0%).

Renda média tem recuo em SC

Apesar de mais empregos, o rendimento médio real mensal habitual do trabalhador catarinense no segundo trimestre do ano teve recuo de 0,09% frente ao período anterior. Ficou em R$ 3.008, o que significa R$ 29 a menos da renda média do trimestre encerrado em março, que estava em R$ 3.037. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, quando o rendimento médio estava em R$ 3.183, o recuo chegou a 5,5% no Estado.

No Brasil, a renda média no período ficou em R$ 2.652, estável frente ao trimestre anterior, que estava em R$ 2.625. Caiu 5,1% frente ao mesmo período de 2021 (R$ 2.794).

Com pleno emprego (condição para economias com desemprego abaixo de 6%) desde 2021, Santa Catarina enfrenta falta de trabalhadores qualificados na maioria das cidades. Por isso, tem sido destino de oportunidades para trabalhadores de outros estados do país e também do exterior. De fora, vêm principalmente da Venezuela e Haiti.