Notícias

carne-suina-1

Compartilhe:

Crescimento é em relação ao mesmo período do ano passado. Em termos de volume, o estado exportou 31,6% a mais.

Santa Catarina arrecadou US$ 91,76 milhões no mês de janeiro com exportação de carne suína. Foram 38,56 mil toneladas enviadas para fora do país, entre carne e miudezas, conforme dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). A receita representou aumento de 74,2% comparado a janeiro de 2019 e 1,7% em relação a dezembro do ano passado.

Conforme o analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri, Alexandre Giehl, a quantia arrecadada representa um número inédito para o setor. “Em janeiro atingiu-se o maior volume de receitas decorrentes das exportações de carne suína de Santa Catarina já registradas num único mês”, afirmou.

Em termos de volume, o estado exportou 31,6% a mais em comparação com o mesmo período do ano passado e registrou 2% de aumento em relação ao mês anterior. De acordo com Giehl, o resultado foi o segundo melhor, ficando atrás apenas de julho de 2018.

Mercado

A China foi o principal importador da carne suína catarinense em 2020. Foram 19,9 mil toneladas exportadas, o que resultou em US$ 51,36 milhões arrecadados, de acordo com a Epagri.

Os embarques para o país asiático tiveram crescimento de 221,8% em termos de valor e 150,7% no que diz respeito à quantidade, em comparação com janeiro de 2019. No entanto, caíram em relação ao mês de dezembro de 2019, quando 20,8 mil toneladas foram exportadas. A receita foi de US$ 54,9 milhões.

Hong Kong foi o segundo maior importador do período, com 5,8 mil toneladas exportadas e US$ 11,7 milhões arrecadados. Segundo Giehl, esse país e a China responderam por 68,8% dos embarques catarinenses de carne suína no mês de janeiro.

Quedas

O período também foi de queda nas exportações para a Argentina e o Uruguai. No mês de janeiro, houve redução de 57,1% e 55,4%, respectivamente, em termos de volume. Em janeiro deste ano, não houve exportações de carne suína para a Rússia, de acordo com o analista Alexandre Giehl.

“É normal que se observem quedas nos embarques para aquele país nesse período, em função das restrições decorrentes das condições climáticas extremas. Contudo, com exceção do período do embargo, que perdurou entre dezembro de 2017 e novembro de 2018, nos demais meses sempre foi registrado algum embarque”, disse.

No entanto, o analista ressalta que as expectativas do setor para este ano são muito positivas. De acordo com ele, é esperado um crescimento na demanda chinesa por carne suína. “A principal preocupação dos suinocultores diz respeito ao aumento dos custos de produção, decorrente da alta observada nos preços do milho nos últimos meses”, finalizou.

Via G1