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O Estado fechou o período de janeiro a julho deste ano com receita recorde de US$ 6,99 bilhões nas exportações, 24,8% a mais do que no mesmo período de 2021. As importações alcançaram US$ 15,92 bilhões, com alta de 13,4%. A corrente de comércio (exportação mais importação) somou US$ 22,92 bilhões, 16,6% superior ante mesmos meses de 2021.

As carnes de aves e suíno mantém liderança em receita lá fora, mas chama a atenção o terceiro lugar, de geradores elétricos, posição que antes era da soja. Segundo o Observatório Fiesc, que acompanha a balança comercial, SC ampliou vendas de produtos de alta intensidade tecnológica este ano, principalmente de motores elétricos e partes de motores.

Os mercados que estão importando mais esses itens são os Estados Unidos e países da Europa, como Alemanha, Itália, Bélgica e França. Outro destaque foram as vendas de máquinas e aparelhos para agricultura aos Estados Unidos, Canadá, Argentina e Bolívia.

Para dar uma ideia sobre valor de produtos exportados, o Observatório Fiesc destaca que enquanto os produtos de alta intensidade tecnológica de SC tem preço médio de US$ 4 mil dólares por tonelada, os de baixa intensidade são vendidos, em média, por US$ 490 por tonelada.

Ainda sobre mudanças de destinos de exportações, o Observatório Fiesc identificou que a carne suína, que antes era vendida mais para a China, agora vai para a Rússia, Japão, Filipinas e Tailândia. E a perda de mercado da soja na China está sendo compensada com mais vendas ao Irã e Vietnã.

Este ano, os Estados Unidos lideraram como principal destino das exportações de SC enquanto o maior fornecedor de importações ao Brasil no período foi a China. E a participação chinesa voltou a crescer porque o fluxo comercial do país com a China começou a melhorar nos últimos meses, com operações mais normais do Porto de Xangai.

Outros mercados também tiveram mudanças. O Peru passou a fornecer cobre porque o Chile não conseguiu atender toda a demanda em função da seca. No caso de fertilizantes, as compras da Rússia caíram e entraram mais produtos do Irã e da Nigéria. SC também passou a importar semicondutores da Áustria, itens que antes vinham somente da China.

Via NSCTotal – Coluna Estela Benetti