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O governo russo anunciou hoje a suspensão de toda importação de carne suína e bovina do Brasil. O motivo apontado foi a existência do melhorador de crescimento ractopamina em amostras de carnes da JBS e BRF. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) já entrou em contato com as autoridades sanitárias do Ministério da Agricultura da Rússia para reverter a medida. A decisão preocupa Santa Catarina porque o país é o principal mercado da carne suína do Estado, para onde vão 30% dessas exportações. Em segundo lugar está Hong Kong. As vendas ao mercado russo cresceram desde que o país decidiu boicotar compras dos EUA e Europa por motivos políticos.

A aposta das agroindústrias de SC é que haverá uma reversão da medida com negociações. Se isso não ocorrer, a suspensão passa a vigorar no início de dezembro, mas não deve gerar um impacto negativo imediato porque no final do ano os embarques de carnes ao país são suspensos devido ao congelamento do mar em vários portos do país. Esse rigor russo, com frequentes suspensões de compra, não chega a surpreender os exportadores catarinenses.
Mas se o mercado não for reaberto na retomada das atividades dos portos russos no início do ano que vem, as agroindústrias de SC terão expressiva queda das vendas, informa fonte do setor. As líderes em exportações são a BRF, JBS, Aurora e Pamplona.

Vestígios de ractopamina, segundo a Rússia, teriam sido encontrados em embarques de carnes das plantas da BRF em Campos Novos, JBS em Seara e em mais duas unidades da empresa no país. As empresas negam o problema. Segundo o diretor do Sindicato das Indústrias de Carnes de SC (Sindicarnes), Ricardo Gouvêa, o uso de ractopamina é liberado no Brasil, EUA e em outros países. Por isso as agroindústrias fazem produção separada para atender quem não aceita o produto, como são os casos da Rússia e China.

Confira comunicado da ABPA sobre o problema:

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), entidade que representa a avicultura e a suinocultura do Brasil, recebe com preocupação a decisão do Serviço Federal Sanitário e Fitossanitário da Rússia (Rosselkhoznadzor) sobre a suspensão da importação de carne suína nacional.

A suinocultura brasileira trabalha seguindo os princípios de qualidade e sanitários exigidos pelos diversos países, como é o caso da Rússia e os mais de 70 mercados importadores do produto do Brasil.   

Neste sentido, a ABPA confia no trabalho do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), sob a liderança do Ministro Blairo Maggi, para o pleno e rápido esclarecimento, retomando em breve os embarques.

As agroindústrias associadas à ABPA respeitam a legislação sanitária da Rússia e dos demais mercados com os mesmos critérios, e subsidiarão o MAPA com as informações dos pontos que se façam necessários.  O setor está seguro sobre as características de seu produto, e garante que a produção de carne suína embarcada não utiliza ractopamina. 

 

Via DC – Coluna estela Benetti