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A partir de 1º de janeiro de 2023, a pasta mais poderosa do novo governo de Santa Catarina, a Secretaria de Estado da Fazenda, terá como titular o executivo de Joinville Cleverson Siewert. O nome agradou tanto o meio empresarial quanto o político porque o engenheiro tem uma trajetória respeitada pelo mercado nesses dois setores.

Em 2010, assumiu a Secretaria de Estado da Fazenda aos 33 anos, sendo o mais jovem líder dessa pasta entre seus pares no país, naquele período. Atuou no cargo de 25 de março a 31 de dezembro, na gestão do governador Leonel Pavan (PSDB). Mas antes, nos dois governos de Luiz Henrique, exerceu diversas funções técnicas na Secretaria da Fazenda.

Após trégua de dois anos, foi convidado em 2013 para outro grande desafio na área econômica: presidir a Celesc, empresa de energia controlada pelo governo estadual e listada na B3, a bolsa do Brasil. A atuação de Cleverson na companhia por oito anos foi marcada por gestão austera, lucros elevados (R$ 165 milhões em 2018) e avanço na qualidade da energia oferecida.

Graduado em engenharia civil pela Universidade Federal do Paraná (UFPR),  com administração de empresa pública pela Escola de Governo (ENA), o novo titular da Fazenda tem, também, duas pós-graduações na FGV: Gestão Empresarial e Marketing.

Pelo conhecimento na área de economia e finanças, ele foi um dos indicados 2019 para presidir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mas a escolha final foi por um engenheiro carioca e não por um de SC.

Fora do setor público após o ciclo na Celesc, Cleverson assumiu o cargo de CEO do Grupo Ascensus, de Joinville, que atua nos setores de comércio internacional, energia e imobiliário (Real State). A companhia fundada por Vanderlei Palhano, faturava R$ 1,7 bilhão em 2018 e prevê fechar este ano com R$ 5,7 bilhões. Segundo o novo secretário, essas experiências nas áreas pública e privada vão ajudar na nova função.

— Isso me dá as duas leituras do balcão. Eu entendo bem hoje o que é o mundo público. Tive experiência de 16 anos, oito na Fazenda e oito na Celesc. Estive, agora, numa posição de liderança de uma grande empresa que mexe com negócios no Brasil e no mundo. Isso me mostrou outras perspectivas. Acho que a gente pode trazer tudo isso e agregar para tomar boas decisões coletivas aqui no Estado — comentou ele, que nestes dias está se desligando do Ascensus para assumir a Fazenda.

Ainda sobre a volta ao setor público, ele disse na entrevista de apresentação do secretariado, nesta segunda-feira, que está motivado para colaborar para melhorar ainda mais Santa Catarina, o que é um propósito. Aproveitou para citar duas frases que norteiam sua atuação como líder.

— Gosto muito de algumas frases e tem duas que sempre me marcam. “Quando a velocidade da mudança dentro da organização é menor do que fora, essa organização pode sucumbir”. Então, a gente tem que ajudar o Estado a mudar mais rápido do que muda o mercado, ou pelo menos na mesma velocidade. “A gente tem que pensar diferente, fazer diferente, para ter resultados diferentes”. Então, com essas duas máximas, a gente vai seguir adiante — disse Cleverson.

Há apenas uma semana após iniciar conversa com o governador eleito, Jorginho Mello, ele confirmou sexta-feira (02) que assumiria novamente a Fazenda. Avalia que o futuro trabalho na secretaria terá que priorizar a situação financeira estadual para executar o plano de governo traçado pela nova administração estadual. O novo secretário conta que seu modelo de gestão têm três prioridades.

— O meu modelo de gestão está baseado em três premissas. A primeira é gente. As pessoas são o principal ativo de qualquer companhia, pública ou privada, e têm que estar motivadas. A segunda premissa é tecnologia e inovação porque com isso a gente traz racionalidade e eficiência operacional. E a terceira é relação com o mercado. No caso a secretaria da Fazenda é a relação com a sociedade. Então a gente vai cuidar para que o dinheiro possa chegar aonde tem que chegar da forma mais eficiente possível. E o outro lado é fazer essa relação com o setor produtivo funcionar da forma mais adequada possível para que tenhamos mais desenvolvimento, emprego e renda — explica o futuro secretário.

Empresário que acompanha a trajetória de Cleverson, o joinvilense Guilherme Lima, presidente do conselho do Ascensus Group, avalia que ele desenvolveu trabalho extraordinário onde passou: foi desenvolvimentista à frente da Fazenda; na Celesc melhorou a performance da empresa, o que foi confirmado com série de prêmios nacionais; e no Ascensus elevou o faturamento em mais de 200% em quatro anos. Isso significa que Cleverson está pronto para o novo desafio na Fazenda catarinense.

Via NSCTotal – Coluna Estela Benetti