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No segundo trimestre deste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil alcançou crescimento de 1,2% frente ao período anterior, com ajuste sazonal. O resultado, divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE), superou expectativas do mercado, que indicavam alta próxima de 1%. O PIB por estados sai cerca de dois anos depois, mas dados catarinenses mostram um ritmo semelhante ao nacional.

No país, a indústria cresceu 2,2%, os serviços 1,3% e a agropecuária 0,5%. Mas o maior impacto foi do setor de serviços, que respondem por cerca de 70% da geração de riqueza do país. O setor ainda registra retomada em função da pandemia.

O PIB do país cresceu 3,2% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, avançou 2,5% no primeiro semestre deste ano frente ao mesmo período de 2021 e 2,6% no acumulado dos últimos quatro trimestres (12 meses).

A formação bruta de capital fixo (FBCF) cresceu 1,5%, puxada principalmente pela construção civil e desenvolvimento de softwares. Este foi o sexto trimestre consecutivo de crescimento da FBCF, o que indica confiança do mercado no futuro.

Os PIBs estaduais saem quase dois anos depois, mas dados da economia catarinense indicam ritmo semelhante ao da economia nacional, embora com variações para mais ou para menos. A arrecadação tributária, um dos indicadores que mostram resultados gerais, teve crescimento real de 10% em SC no primeiro semestre, algo parecido com a expansão nacional, que ficou em 10,4% real.

No trimestre, SC teve altas e quedas nos dados apurados pelo IBGE, mas no semestre, o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-SC) teve alta acumulada de 2%, frente a 2,2% da média nacional que, no PIB cresceu 2,5%. Considerando as pesquisas setoriais do IBGE em SC, no acumulado dos últimos 12 meses até junho, os serviços cresceram 8,4%, o comércio 4,8% e a indústria recuou 3,8%.

Nas exportações, SC teve alta de 25,5% no primeiro semestre, enquanto o Brasil cresceu 18%. O Estado também registra alto ritmo de investimentos públicos e privados e a menor taxa de desemprego do Brasil, de 3,9%.

Esses dados devem levar SC a um resultado do PIB pelo menos parecido com o do país no segundo semestre. Cálculo anualizado do governo do Estado até março deste ao apurou alta de 6,4% do PIB estadual frente a 4,7% do nacional, no mesmo período, segundo o IBGE.

Para o segundo semestre do ano, a expectativa é de um maior ritmo de atividade em função do pagamento do auxílio emergencial, redução da inflação, eleição e mais datas comemorativas. Os juros altos farão pressão contrária, mas os sinais são de atividade maior, apesar disso.