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O Brasil fechou o primeiro trimestre com alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 1% frente ao trimestre anterior, na série com ajuste sazonal, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta foi puxada pelos serviços, que cresceram 1%. A indústria ficou estável com 0,1% e a agropecuária caiu -0,9%. O PIB oficial de SC sai mais de um ano após, mas dados indicam ritmo um pouco abaixo do Brasil no primeiro trimestre, embora em 12 meses o Estado siga acima da média do país.

De acordo com o IBGE, a economia brasileira cresceu 4,7% no acumulado de 12 meses até março. Em Santa Catarina, o resultado ficará um pouco acima de 6% na mesma comparação, estima o economista Paulo Zoldan, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento, que faz as projeções para o PIB estadual.

Segundo o IBGE, em nível nacional, nas atividades industriais a maioria dos setores cresceram no trimestre, em especial atividades de infraestrutura e transformação. A única queda, de -3,4% foi na indústria extrativa. Nos serviços, que mais pesam no PIB, os destaques ficaram para outros serviços (2,2%) e transportes (2,1%). Houve queda nos serviços de comunicação (-5,3%) e na intermediação financeira e seguros (-0,7%). O consumo das famílias cresceu 0,7% e o consumo do governo, 0,1%.

Ainda de acordo com os dados do PIB, o país enfrentou retração de -3,5% na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) no primeiro trimestre frente ao anterior, o que indica queda da taxa de investimentos. Houve menor produção interna no trimestre e também caíam as importações de equipamentos em função da inflação, juros altos e eleições.

Olhando para os dados catarinenses, eles sinalizam que SC cresceu menos do que o Brasil no primeiro trimestre do ano, apesar de ter ido bem em janeiro, quando a atividade econômica apurada pelo Banco Central avançou 4,8%, a maior alta do país.

De acordo com Zoldan, o único setor em que SC foi melhor que o Brasil no trimestre foi no varejo ampliado, com alta de 1,8% enquanto o país avançou 1,3%. No caso dos serviços, o Estado cresceu 4,4% e o Brasil quase o dobro, 9,4%. O maior recuo foi na indústria de transformação, – 8,9% em SC e – 4,8% no país.

– A retomada do crescimento econômico de Santa Catarina foi anterior a do Brasil. Agora, o Estado entra numa acomodação também antes da média do país – explica Zoldan.

As exportações ajudaram no resultado brasileiro e também foram destaques na economia catarinense no primeiro trimestre. Para os próximos meses, a acomodação deve continuar, com os impactos negativos da inflação alta e instabilidades políticas resultantes do processo eleitoral. Mesmo assim, a expectativa é de resultado positivo para a economia do Estado no ano, Uma prova desse ritmo melhor é o pleno emprego, com taxa de desemprego de 4,5% no Estado. 

Via NSCTotal – Coluna Estela Benetti