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Santa Catarina encerrou 2021, o segundo ano da pandemia, com crescimento de 8,3% do Produto Interno Bruto (PIB), conforme estimativa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE). A alta da geração de riqueza no Estado foi puxada principalmente pelos setores de serviços, comércio e indústria. De acordo com o economista Paulo Zoldan, que coordena a pesquisa, o resultado de SC superou o do PIB brasileiro, que teve alta de 4,6% no ano passado segundo o IBGE, e também o da maior economia do Brasil, São Paulo, que cresceu 5,7% no ano.

A Secretaria de Desenvolvimento faz uma projeção porque os PIBs oficiais dos estados são divulgados um ano depois. A estimativa da pasta para o primeiro ano da pandemia, 2020, foi de -1,1%, mas o dado oficial sairá em dezembro deste ano. No quarto semestre do ano passado, a economia de SC, a exemplo da brasileira, sentiu retração, o que reduziu o ritmo de expansão que vinha desde o início do ano.  

O setor de serviços, que tem o maior peso no indicador (cerca de 68%), alcançou crescimento de 7,6% em 2021. Nesse grupo estão os volumes de serviços e de comércio pesquisados pelo IBGE, além de dados sobre serviços financeiros, públicos e de saúde, que também são incluídos, explica Zoldan. A maior alta, de 8,6%, foi do comércio.

Outro setor que puxou a alta foi a produção da indústria de transformação, que cresceu 10,2% ano passado, segundo o IBGE. Quase todos os ramos cresceram. A única exceção foi a indústria alimentícia, que recuou -10,4%.

A agropecuária catarinense fechou 2021 com retração de –1,6%. O que puxou para baixo foi a agricultura, que teve queda de -6% em função de quebras nas culturas de milho, arroz, fumo, cebola, batata e tomate. A pecuária cresceu 3,5% no ano, mas não foi suficiente para anular a perda da produção no campo.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Luciano Buligon, o crescimento de SC ficou acima da média nacional, com os melhores resultados na geração de empregos. Na avaliação dele, além do desempenho positivo no mercado interno, o comércio exterior também ajudou.

– A alta de 8,3% é bastante satisfatória. Outros números que a gente acompanha trazem esse crescimento. O índice IBCR, do Banco Central, nos colocou em segundo lugar no país, com alta de 6,4% no ano passado, atrás apenas do Rio Grande do Sul que cresceu 7,4%. A gente observa a geração de empregos e os dados das pesquisas do IBGE, que têm mostrado Santa Catarina sempre bem-posicionada. Eu faço comparações com os estados do Centro-Sul, que têm economias mais parecidas com a nossa – explica Paulo Zoldan.

Sobre cenários para este ano, o economista avalia que é cedo para fazer projeções, mas vê um quadro mais difícil. Ele lista obstáculos como alta da inflação, dos juros, ainda impactos da pandemia, guerra Rússia-Ucrânia, eleições, desequilíbrio fiscal do governo federal e menos investimentos privados. Contudo, considerando o dinamismo da economia de SC e investimentos públicos, Zoldan acredita que o Estado vai fechar no azul.

Entre as dificuldades, novamente SC enfrenta o problema climático. Mas entre os pontos positivos, estão, além de mais investimentos públicos, elevados investimentos privados também no Estado. Uma série de projetos bilionários e milionários estão sendo implantados e alguns estão em fase final. Além disso, a construção civil continua com bom ritmo. São razões para acreditar que SC vai seguir crescendo e gerando mais empregos do que a média do país.

Mais informações sobre os dados da economia catarinense podem ser obtidas no Boletim de Indicadores Econômicos Fiscais de março, divulgado pela SDE. 

Via NSCTotal – Coluna Estela Benetti