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Após registrar média histórica mínima de famílias endividadas em 2021, os 36,5% em agosto daquele ano, Santa Catarina fechou 2022 com recorde nesse indicador. Em dezembro, chegou a 65,4%, o maior pico registrado pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Estado de Santa Catarina (PEIC), realizada desde 2013 pela Fecomércio-SC.

Dos entrevistados pela federação, 5,8% informaram não ter condições de pagar todas as dívidas, o maior percentual desde maio de 2020 (6,6%). A mínima histórica desse indicador no Estado, 1,8% sem condições de pagar, foi no mesmo ano, em julho do ano passado.

Em sua análise, a Fecomércio-SC não vê como um problema esse avanço de famílias endividadas. A entidade avalia que esse crescimento rápido no total de endividados resultou da confiança de que poderiam fazer compras a prazo porque estavam com estabilidade de renda, um dos efeitos do pleno emprego no Estado. Mas o avanço dos que não conseguirão pagar é em função da inflação e dos juros altos desde o final do primeiro ano da pandemia, 2020.

O endividamento de SC avançou, mas segue abaixo da média nacional, que atingiu o recorde de 77,9% na média de 2022, com 10,7% das famílias sem condições de pagar as dívidas. O total dos que estavam com dívidas em atraso, no país, ficou em 28,9%.

No Estado, o endividamento foi de 41,5% em janeiro de 2022 a 65,4% em dezembro e chegou a uma média anual de 51,0%. No ano anterior, 2021, a média anual ficou em 41,0%, tendo 36,5% como mínimo e 45,6% como máximo, em dezembro.

Outro dado apurado pela pesquisa foi a parcela de renda comprometida para pagar dívidas. Ficou em 33,1%, numa escala decrescente, com recuo de 4,1 ponto percentual durante o ano passado. Em sua análise, a Fecomércio disse ver nessa redução do total de renda comprometida com dívidas uma maior conscientização de gestão financeira dos catarinenses.

Via NSCTotal – Coluna Estela Benetti