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O governador Carlos Moisés da Silva (PSL), após a leitura da mensagem anual aos deputados, ontem, enalteceu , em entrevista coletiva, a aproximação entre Executivo e o Legislativo catarinense após um ano conturbado politicamente e da pandemia da Covid-19. Ele confirmou que enviará uma minirreforma administrativa e uma proposta de reforma da Previdência estadual, que será construída em parceria com o Parlamento. “A construção conjunta, entre o governo do Estado e o Parlamento pode apontar os melhores destinos para nosso Estado, dividindo responsabilidades, ouvindo os parlamentares” , disse.

Sobre a reforma da previdência, o governador reforçou a necessidade, lembrando que Santa Catarina tem um déficit anual de RS 5 bilhões e o atual modelo não vai se sustentar. “Não queremos  acompanhar alguns Estados que se inviabilizaram financeiramente, com a piora desses números” , justificou Moisés. “O nosso governo não vai se beneficiar com a reforma que estamos propondo hoje nem a próxima gestão. É um ato de responsabilidade dos deputados e dos poderes envolvidos”.

O governador também falou sobre a compra de 200 respiradores ao preço de RS 33 milhões, que não foram entregues. Lembrou que somente a Secretaria da Saúde compra aproximadamente
R$ 1 bilhão por ano em medicamentos e insumos e que é fato que essa compra de 200 respiradores precisa ser explicada e que os responsáveis precisam ser apontados.

“Essa é a posição do governo. O nosso governo não tem compromisso com erro e assim vamos buscar respostas para que o catarinense saiba de fato o que aconteceu” , afirmou.

Em relação a mais mudanças em secretarias e diretorias do seu governo, com a participação de parlamentares, o governador afirmou que são possíveis novas alterações.

 

Via ND – edição impressa 03/02/21