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O Brasil ainda precisará continuar reduzindo os gastos públicos, especialmente os salários do governo, mesmo que o Congresso aprove a proposta de reforma previdenciária com alto nível de poupança, disse ontem o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida.Falando em uma conferência da XP em Nova York, Mansueto afirmou que a reforma da Previdência é um processo difícil, mas destacou que o apoio no Congresso é forte e o governo está “aprendendo” a negociar com os parlamentares.
Mansueto também disse que o salário mínimo deve ser limitado, e defendeu como “justo” um controverso aumento salarial para militares que o governo enviou ao Congresso junto com a proposta de reforma na Previdência para a categoria. Presente ao evento, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou que os riscos ainda estão pendendo para uma expansão econômica mais baixa, ressaltando que a recuperação é gradual, mas não exatamente como esperava o governo.
Em apresentação divulgada antes pelo BC, Campos Neto já havia destacado que o crescimento econômico dependia de muitos fatores, destacando entre eles a aprovação da reforma da Previdência.Campos Neto também citou a necessidade de reformas para aumento da produtividade, envolvendo impostos, abertura comercial e melhoria do ambiente de negócios. Ele ainda avaliou que, se as reformas forem feitas, o real vai se fortalecer “não porque queremos, mas como consequência”.
Meta de privatizações
Também presente na conferência em Nova York, o ministro da Economia, Paulo Guedes, estimou que o governo poderá superar sua meta de privatizações de US$ 20 bilhões em 2019 em até 40%. Guedes disse estar otimista quanto à aprovação pelo Congresso de uma reforma previdenciária que gere economia de R$ 1 trilhão em dez anos, em linha com a ambiciosa proposta do governo.
Via DCI