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O governo catarinense está melhorando a sua capacidade de investimentos e a vinda de migrantes para trabalhar no Estado é um diferencial para a economia local. Essas informações foram destacadas pelo secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli, em palestra na reunião virtual da diretoria da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) na quinta-feira.

Com a postergação de dívida em função da Covid-19, o Estado conseguiu este ano R$ 2 bilhões para investimentos, especialmente no sistema viário. O secretário informou também à Facisc que o Estado pagará quase R$ 2 bilhões em dívidas. Para os próximos anos, o governo poderá investir R$ 2 bilhões com recursos próprios e mais R$ 1 bilhão vindo de financiamentos. Ao falar sobre o cenário econômico melhor envolvendo emprego, Paulo Eli disse que o Estado recebe uma média de 110 mil migrantes por ano, que vêm em busca de emprego. Essa é uma estimativa da pasta da Fazenda.

Na avaliação dele, esse movimento migratório é primordial para a economia do Estado, mas o sistema de saúde precisa ser ajustado para receber todas essas pessoas. Paulo Eli chamou a atenção dos empresários também ao pedir o engajamento deles para que os salários dos trabalhadores sejam melhorados. Assim, SC terá um número maior de pessoas ganhando mais e atuando com mais produtividade, afirmou.

Outro dado que ele colocou em evidência foi o desempenho de SC na geração de emprego com carteira assinada em 2020. Disse que SC gerou 2/3 dos empregos do país no ano, 53.050. Reconheceu que, apesar de o Estado ter recebido menos ajuda do que outros na pandemia, encerrou o ano com recuperação econômica melhor do que a média dos estados.

A reunião da Facisc contou com a participação de 180 empresários de todas as regiões catarinenses. O presidente da entidade, Sérgio Rodrigues Alves, falou ao secretário sobre as dificuldades que as empresas estão enfrentando para implantar o Bloco X, com elevação de custos. A sugestão da entidade é extinguir essa exigência ou prorrogar por cinco anos sua implantação.

Mas Paulo Eli falou que existe muita reclamação na área de controle de estoque e adiantou que os fiscais vão ampliar a fiscalização nessa área. Isso porque, pelas estimativas do fisco catarinense, cerca de 25% das mercadorias circulam no Estado sem nota.

Via NSCTotal – Coluna Estela Benetti