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Variação em fevereiro está 0,47 ponto percentual acima do registrado em janeiro, quando houve alta de 0,54%

A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou novo aumento em fevereiro, desta vez de 1,01%.

O dado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (11) é o maior para o mês desde 2015.

A variação em fevereiro está 0,47 ponto percentual acima do registrado em janeiro, quando houve alta de 0,54%. Neste ano, o IPCA soma aumento de 1,56%. 

Já o valor acumulado nos últimos 12 meses é de 10,54%, distante da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central para o ano, de 3,50% —o teto esperado é de 5%.

No ano passado, a inflação do país já havia estourado o valor de referência apontado pelo BC, de 3,75% na ocasião, com tolerância de 1,5 ponto percentual, ao acumular 10,06%.

A expectativa do mercado financeiro até aqui é de que a inflação fuja mais uma vez à margem proposta pelo BC em 2022.

Na última segunda (7), o boletim Focus, elaborado pelo próprio BC junto a mais de 100 instituições do mercado, apontou projeção de 5,65% para o IPCA neste ano.

IBGE vê alta em todos os grupos de produtos e serviços pesquisados

Para calcular o índice, o IBGE faz um levantamento dos preços de produtos e serviços em 16 áreas urbanas do Brasil, mas sem incluir Florianópolis. Eles ficam divididos em nove grupos, que tiverem todos alta no mês passado.

A maior variação foi a dos custos com educação, de 5,61%. Segundo o IBGE, o índice costuma incorporar em fevereiro os reajustes habitualmente praticados pelas instituições de ensino na virada do ano letivo.

Também se destacaram os grupos de alimentação e bebidas, com alta de 1,28%, e transportes, que inverteu o sinal do mês passado e agora teve aumento de 0,46%.

Ambos são pressionados, neste início de ano, pela guerra entre Ucrânia e Rússia, que afeta o valor dos barris de petróleo no mercado internacional e a comercialização de produtos agrícolas entre os países, entre outras consequências.

Além de indicar preços no país, o IPCA é observado pelas autoridades econômicas quando é definida a política de juros, o que afeta, em certa medida, custos com financiamentos imobiliários e empréstimos.

Em seu cálculo, o IPCA leva em conta não só os preços, mas também o peso que eles têm no orçamento das famílias que recebem entre um e 40 salários mínimos.

INPC também tem alta recorde em sete anos

Há ainda outro indicador calculado pelo IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que se concentra nas famílias mais pobres, com renda mensal entre um e cinco salários, e que, portanto, são mais vulneráveis à variação dos custos básicos.

O INPC acompanhou o IPCA e teve a alta de 1,00% em fevereiro, também a maior para o mês desde 2015. O índice soma aumento acumulado de 10,80% nos últimos 12 meses e de 1,68% somente neste ano —em janeiro, havia subido 0,67%.

Via Diário Catarinense