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Ano após ano, a indústria brasileira tem perdido participação no Produto Interno Bruto (PIB), mesmo quando alguns entraves melhoram um pouco, como o juro baixo e o dólar alto na pandemia. Mas a indústria catarinense tem alcançado resultados um pouco melhores, como mostram dados divulgados pela Fiesc sobre produção e exportação. A promessa de IPI menor anima, mas não resolve todos os entraves.

No ano passado, a indústria de Santa Catarina alcançou o maior crescimento geral do país, de 10,3%, e o segundo maior no setor de transformação, também de 10,3%, atrás do Espírito Santo, que avançou 15,2%.

De acordo com o Observatório Fiesc, da Federação das Indústrias de Santa Catarina, em 2021 a indústria local avançou em setor de alta intensidade tecnológica, o de veículos automotores. As vendas cresceram 39,2%, quase o dobro dos 20,3% de expansão no ano anterior.

Além disso, a indústria de metalurgia, que é uma das que concentram tecnologia no Estado, teve o maior crescimento setorial ano passado em SC, de 42,3%, com maiores vendas de autopeças, exportações e vendas ao setor de construção.

Outro dado positivo da indústria de SC ano passado foi a internacionalização. Levantamento divulgado hoje ela Fiesc apurou que em 2021, Santa Catarina teve 800 novas empresas exportadoras, 9% mais do que no ano anterior, chegando a um total de 2.754 empresas.

O Estado teve, também em 2021 um total de 1.249 novas empresas importadoras, somando 4.147 que fizeram operações no exterior, 17,8% mais que em 2020.

O crescimento da internacionalização é uma das prioridades da gestão do empresário Mario Cezar de Aguiar na Fiesc. Isso porque quando mais elevada a atividade com o exterior, o desenvolvimento industrial e da economia como um todo é maior.

A surpresa desta terça-feira para o setor industrial foi o ministro da Economia, Paulo Guedes, acenando com corte de 25% do IPI. Mas a situação para a indústria brasileira é mais complexa. Além do IPI, ela sofre com outros tributos que elevam a carga tributária total, tem falta de infraestrutura, juros altos para investir e falta de trabalhadores qualificados. O pacote para alinhar a indústria com seus competidores globais deve ser mais amplo.

Via NSCTotal – coluna Estela Benetti