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A pandemia e a guerra Rússia-Ucrânia isolaram pessoas e afetaram a dinâmica ideal das cadeias globais de valor, ou seja, aquelas que permitem produzir itens pelo menor preço em algum lugar do mundo. Essa nova geopolítica, apesar de impactada pelo alto custo de combustíveis agora, oferece oportunidades, tanto para a economia catarinense, quanto para a brasileira.

Em palestra promovida pela Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e o Tribunal de Contas da União (TCU) quarta-feira, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que essa nova configuração do mundo dos negócios será positiva para os setores de commodities agrícolas e minerais do Brasil. Outro setor que vai avançar é o de energia limpa.

Desde que surgiu a pandemia, em março de 2020, a Federação das Indústrias de SC (Fiesc) viu no cenário mundial um deslocamento geográfico de fornecedores para as empresas internacionais, com abertura de mais oportunidades para a indústria do Estado. Por isso, passou a incentivar a diversificação de mercados. Para a Fiesc, quanto mais qualidade e inovação disponíveis, mais condições as empresas catarinenses têm para conquistar espaço nesse novo cenário.

A limitação de fornecedores de componentes industriais tem causado a suspensão de produção em fábricas de diversos países. As principais paradas ocorrem porque países asiáticos, em especial a China, não têm conseguido atender contratos. Então, por exemplo, se uma empresa tiver fornecedor na Ásia e no Brasil para o mesmo item, ela terá atendimento de um ou de outro, em casos de problemas de produção ou transporte.

Entre as empresas que começaram a diversificar fornecedores já na pandemia está a Nidec Global Appliance, dona da Embraco, de Joinville. Diante da falta de componentes e elevação do custo de transporte marítimo devido à falta de contêineres, a companhia decidiu adotar estratégia que envolve dois países, tanto considerando clientes, quanto fornecedores.

A Fiesc vê nessa nova configuração dos negócios mundiais uma oportunidade para que empresas catarinenses internacionalizem mais suas atividades. É isso que um número maior de indústrias vem fazendo, mas com mais ênfase nos mercados mais próximos, os das Américas.

Atuar no exterior exige maiores desafios, atenção com uma série de detalhes como câmbio, contrato e logística. Mas é o melhor caminho para ter negócios mais sólidos. O novo momento da geopolítica global oferece mais oportunidades.

Via NSCTotal – Coluna Estela Benetti