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Um dos desafios da gestão estadual é pagar as dívidas do governo junto à União e instituições financeiras nacionais e internacionais. No período de 2019 ao início deste mês de agosto, o Tesouro catarinense quitou débitos no valor de R$ 7 bilhões, informa a Secretaria de Estado da Fazenda.

Desse total, R$ 4,2 bilhões são de amortizações e R$ 2,8 bilhões foram relativos a juros e encargos financeiros. Segundo a Fazenda, esses débitos não foram feitos no governo de Carlos Moisés, mas em gestões anteriores.

Em média, SC teve, nos últimos anos, uma despesa anual da ordem de R$ 2 bilhões. Mas isso será reduzido porque este ano o Estado encerra o pagamento de dívida internacional com parcelas anuais que somam R$ 600 milhões com o Bank Of America Merrill Lynch. Esse valor que não será mais necessário em 2023 poderá ser destinado para investimentos.

Por ter condições financeiras mais sólidas que outros estados, SC tem conseguido avançar mais no pagamento de dívidas. Entre os valores quitados, está sendo paga gradualmente, via precatórios, a polêmica dívida das Letras, considerada um dos “esqueletos” nas contas do governo de SC.

Mas dois outros “esqueletos” bilionários seguem pendurados. O da duplicação da SC-401 junto à empresa Engepasa, de Joinville, e o da Invesc. Os dois são discutidos ainda em processos judiciais.