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Fort Atacadista _ foto Cha (WeArt)

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A postergação de projetos empresariais é normal durante uma crise profunda, em especial esta do novo coronavírus. Mas há um grupo de empresários que está vendo oportunidades para crescer agora ou no médio prazo e, por isso, segue investindo em Santa Catarina. Um levantamento parcial feito pela coluna sobre projetos já inaugurados e programados para este ano confirmam investimentos da ordem de R$ 1,902 bilhão no Estado.

Nesta semana, estão sendo inaugurados três hipermercados. A rede Condor, do Paraná, abriu ao público terça-feira unidade de R$ 40 milhões no bairro Boa Vista, em Joinville, na qual gerou 270 novos postos de trabalho diretos. Nesta quarta-feira, o Grupo Pereira, de Itajaí, inaugurou unidade da rede Fort Atacadista, em São Bento do Sul, com investimento de R$ 30 milhões e 400 novos empregos entre diretos e indiretos. A empresa mantém o plano de abrir quatro hipermercados no Estado este ano – em São Bento do Sul, Balneário Camboriú, Blumenau e Florianópolis- somando investimento de R$ 130 milhões.

E nesta quinta-feira, às 10h, é a vez de Chapecó ganhar a quarta loja do Celeiro Supermercados. A unidade de R$ 25 milhões, no sul da cidade, gerou 150 postos de trabalho diretos e cerca de 500 indiretos.

Redes varejistas também seguem investindo. A Koerich inaugurou no final do mês passado mega loja futurista em Campinas, São José, com foco no conforto do cliente, incluindo espaço para pets. A rede Havan decidiu reduzir o plano de investimento deste ano, mas informou que vai abrir no último trimestre deste ano nova loja em Florianópolis, no Norte da Ilha, onde era o Ilha Shopping. O projeto é de R$ 30 milhões e serão gerados de 150 a 200 novos empregos. Ao lado, será inaugurada a unidade do Fort Atacadista.

O setor de energia, que pensa no longo prazo, reduziu parte do orçamento previsto, mas mantém projetos importantes em Santa Catarina. A Celesc, que começou o ano com plano de investir R$ 830 milhões, fez um contingenciamento de R$ 240 milhões e segue com projetos de R$ 590 milhões. E o presidente da Associação dos Produtores de Energia do Estado (Apesc), Gerson Berti, informa que o setor deve investir este ano cerca de R$ 500 milhões em pequenas centrais hidrelétricas já iniciadas e outras que vão começar.

Agronegócio em expansão

Outro setor forte em SC que está investindo em expansão ou em modernização de unidades é o de agroindústrias de carnes. A Seara, empresa da JBS, com atenção às exportações, mantém o plano de investir R$ 500 milhões em duas unidades novas em Santa Catarina este ano, informa o diretor executivo de Agropecuária do grupo, José Antônio Ribas Junior. Outras empresas do setor estão repensando projetos de expansão, mas investem em melhorias nas fábricas para prevenção ao coronavírus. As companhias do setor também investiram alto em doações para o Estado enfrentar a pandemia. O montante somou R$ 35 milhões, sendo R$ 28 milhões da JBS.

Além disso, outros projetos de investimentos estão em andamento no Estado. Um grande negócio, de valor não revelado, foi a aquisição do Estaleiro Oceana, de Itajaí, pela multinacional alemã Thyssenkrupp Marine Systems, na semana passada, conforme noticiou a colunista da NSC Dagmara Spautz. E a secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável, aprovou incentivo do Prodec para investimentos industriais de R$ 44 milhões. Para Juro Zero a Microempreendedores Individuais (MEIs), no primeiro trimestre, o Badesc liberou mais de R$ 6 milhões.

O setor de logística de carga geral e o consumo de gás natural indicam que 70% da economia está em atividade apesar do isolamento social. O agronegócio está atuando com 100% da capacidade. Novos investimentos são fundamentais para a retomada econômica mais consistente no pós-crise.

Considerando o perfil da economia catarinense, a mais equilibrada do Brasil, algumas lideranças veem cenário positivo pós-pandemia. O presidente da Federação das Indústrias (Fiesc), Mario Cezar Aguiar, afirmou que o Estado pode ser o primeiro a se recuperar da atual crise; e o secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli, disse que a economia catarinense poderá “voar” na fase pós-coronavírus. Para isso, é preciso cuidar agora da saúde e da economia. Por enquanto, parece que SC encontrou esse caminho.

Via NSCTotal – Coluna Estela Benetti