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A economia catarinense segue crescendo, mas em ritmo menor do que em 2021, como era esperado. É isso que mostram os números do IBGE de maio, que integram a base do cálculo d o Produto Interno Bruto (PIB). Apesar disso, este ano será de crescimento até maior do que o esperado em função dos novos estímulos do setor público. Mas para 2023 o cenário é de maiores dificuldades, o que deverá afetar SC também, embora indiretamente.

Em maio, a produção industrial catarinense cresceu 1,6% frente a abril segundo o IBGE. No ano, acumulou queda de -6,6% e, nos últimos 12 meses, entrou no negativo com retração de -2,3%, após resultados positivos anteriores. O volume de serviços em maio cresceu 3,3% frente a abril, no ano cresceu 4,8% e em 12 meses teve alta acumulada de 10,1%. No mês anterior, em abril, a série de 12 meses encerrou com alta de 11,3% e em março, em 13,3%, o que mostra o setor perdendo ritmo.

O varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, cresceu 1,3% em maio frente a abril, em volume. No ano teve alta de 6,2% e nos últimos 12 meses, até maio, cresceu 5,6%. A retração gradual chama a atenção nessa série anual, que até em março cresceu 8,4% e até abril regrediu para 6,5%.

As exportações, que também impactam no PIB, avançam em ritmo elevado no Estado, com crescimento de 25,5% no primeiro semestre frente ao mesmo período de 2021. As importações avançaram quase 13% e a corrente de comércio, que soma exportações e importações, chegou a US$ 19 bilhões, 16,2% maior frente ao mesmo semestre de 2021.

Os números do IBGE mostram maior acomodação da economia catarinense este ano após crescer mais do que a média do país em 2021. Mas analistas estão vendo dificuldades a partir de 2023, em especial para o setor público porque, em função da eleição, políticos cortaram alíquotas de impostos este ano, especialmente de ICMS, necessários para as contas públicas. A expectativa é de que, mesmo assim, o governo de SC poderá manter contas em equilíbrio no próximo semestre e no próximo ano, mas crises em outros estados pela falta de recursos públicos afetarão empresas catarinenses também porque o mercado nacional é relevante ao setor produtivo.