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Três importantes indicadores apurados pelo IBGE, os desempenhos dos serviços, indústria e comércio de SC em novembro de 2022, mostram que a economia catarinense segue numa fase de acomodação. As projeções para a alta do PIB nacional, em 2023, são baixas, de 0,77%, mas podem mudar se a nova política do governo federal agradar o setor produtivo. Se isso ocorrer, SC pode seguir crescendo acima da média do país.

Segundo o IBGE, o setor de serviços foi o que mais puxou a alta da economia em 2022. Em SC, ele cresceu 0,4% em novembro frente a outubro, na série sem ajuste sazonal, e avançou 5,4% no ano, até novembro. No Brasil, ficou estagnado em novembro e cresceu 8,5% no ano.

Mas alguns dados mostram uma dinâmica maior da economia catarinense. Um deles é a alta de 17,1% do grupo “Outros serviços” em novembro frente ao mesmo período do ano passado, enquanto no país subiu 0,6%. Esse indicador reflete negócios financeiros e imobiliários, entre outros.

A produção industrial catarinense cresceu 0,3% em novembro, com ajustes, mas no ano teve queda de 4,2%. As maiores altas em novembro frente ao mesmo mês de 2021 foram na produção de alimentos (10,6%) e metalurgia (6,90/0). Lideraram quedas os produtos de madeira (-26,7%) e têxteis (-18,7%). No Brasil, a indústria teve recuo de -0,1% em novembro e no acumulado do ano caiu -0,6%.

O comércio do Estado teve resultado negativo em novembro. O varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, recuou -0,3%, frente a outubro, com ajustes sazonais. No ano, cresceu 2,6%. As altas principais, em volume, foram nas vendas de combustíveis (17%), itens para escritório (14,3%) e artigos farmacêuticos (9%).

Os economistas estão prevendo alta do PIB do país em 0,77% este ano. O crescimento poderá ser maior, caso o governo defina política económica que agrade o setor produtivo.

Via Diário Catarinense – Edição Impressa 21/01/2023 – Coluna Estela Benetti