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Valor da dívida ficou em R$ 5,804 trilhões, em mês com estabilidade em indicadores de custo

A dívida pública federal do Brasil caiu 0,70% em julho, a R$ 5,804 trilhões, informou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira (29), em mês com relativa estabilidade em indicadores de custo e prazo dos títulos e que antecedeu período de melhora no ambiente econômico.

De acordo com o Tesouro, a redução do estoque da dívida foi explicada por um resgate líquido de R$ 81,6 bilhões e uma apropriação positiva de juros no valor de R$ 40,5 bilhões.

Segundo o órgão, julho foi marcado por um ambiente de aversão ao risco no exterior, refletindo incertezas sobre inflação e crescimento no mundo. No entanto, após subir ao longo do mês com o cenário externo e discussões fiscais no Brasil, a curva de juros futuros encerrou julho praticamente estável.

No mês, o custo médio do estoque da dívida pública federal caiu, passando de 10,90% ao ano em junho para 10,76% no mês passado. Na dívida interna, o custo do estoque subiu ligeiramente de 10,98% ao ano para 11,00% em julho.

O custo médio das novas emissões da dívida interna também cresceu moderadamente, indo de 12,03% ao ano em junho para 12,09% ao ano em julho.

No período, também houve um leve alongamento do prazo médio de vencimento dos títulos brasileiros para 3,90 anos, ante 3,88 anos registrados em junho.

Em relação ao colchão de liquidez para pagamento da dívida pública, houve uma redução de 3,58% em julho, a 1,178 trilhão, por conta do volume de resgates do mês. O montante ainda é suficiente para quitar 9,49 meses de vencimentos de títulos, valor considerado confortável —em junho, estava em 9,75 meses.

AGOSTO POSITIVO

Para o mês de agosto, o Tesouro vê um cenário mais positivo, com melhora nas perspectivas de inflação doméstica e entendimento do mercado de que o ciclo de aperto monetário implementado pelo Banco Central está perto do fim.

No período, a curva de juros futuros recuou, enquanto o CDS (credit default swap) do Brasil, que mede o risco relacionado ao país, caiu 8,34%, a 258 pontos base.

“Isso naturalmente favorece as emissões do Tesouro. O Tesouro tem aproveitado esses momentos positivos de demanda por [títulos] prefixados, com cautela, para realizar seus leilões”, disse o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Luís Felipe Vital.

Vital ressaltou que foi concluído em agosto o processo de avaliação do Plano Anual de Financiamento. Segundo ele, os cenários para o comportamento da dívida pública federal estão em linha com o previsto no início do ano, não sendo necessário fazer alterações nos parâmetros.

Via Folha de São Paulo