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A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) discutirá nesta quarta-feira (10) o “contrato tampão” do Porto de Itajaí com a empresa CTIL, que prevê a operação temporária de cargas até que a nova concessionária assuma o terminal. O edital foi suspenso pela própria Antaq, diante de denúncias de inconsistência.

O debate pode ser encarado como o “Dia D” para o Porto de Itajaí. O terminal, que integra o Complexo Portuário do Itajaí-Açu – segundo maior movimentador de contêineres do país – ficará sem operador a partir de 31 de dezembro, quando termina o contrato com a atual arrendatária, a gigante multinacional APM Terminals. O governo federal prepara o leilão de desestatização do porto, mas o edital ainda está sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU). Mesmo que a concessão ocorra em dezembro, não há tempo hábil para que uma nova concessionária assuma as operações em janeiro.

A situação coloca em risco as operações do Porto de Itajaí, que é o motor da economia da cidade, segundo maior PIB de Santa Catarina. Ao longo das últimas semanas, o anúncio do encerramento das operações da APM em Itajaí causou perplexidade no mercado e a saída de linhas operadas pela empresa, que migraram para outros portos como Navegantes e Itapoá.

Na quarta-feira, o deputado Carlos Chiodini (MDB) acompanhou o superintendente do porto, Fabio da Veiga, e o prefeito em exercício de Itajaí, Marcelo Sodré (PDT), em uma agenda na Antaq. À coluna, Chiodini disse que o resultado da conversa foi promissor. Segundo ele, há perspectiva de uma solução que não coloque em risco a economia de Itajaí e de SC.

Uma das possibilidades em jogo é a extensão automática de contrato da própria APM Terminals, até que o impasse com o leilão seja resolvido. Essa hipótese leva em conta que o futuro governo Lula (PT) discorda dos termos de desestatização impostos em edital pelo governo Bolsonaro (PL) – o que pode levar à paralisação do processo em meio à transição.

Via NSCTotal – Coluna Dagmara Spautz