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A moeda americana anotou queda de 0,52%, nesta quarta-feira (28), negociada a R$ 5,3487 no mercado à vista

Após um pregão marcado pela volatilidade, o dólar encerrou a quarta-feira (28) com
recuo de 0,52%, negociado a R$ 5,3487 no mercado à vista. O movimento refletiu o
enfraquecimento da divisa americana no exterior, a medida que o euro e a libra se
recuperavam das perdas recentes, enquanto investidores avaliam a intervenção do Banco
Central da Inglaterra (BoE) no mercado.
Na mínima do dia, o dólar comercial foi a R$ 5,3232. Ao fim do dia, o dólar futuro para
outubro recuava 0,38%, a R$ 5,3640. O índice DXY, que mede a força do dólar ante uma
cesta de seis divisas principais, operava com queda de 1,19%, negociado aos 112,749
pontos.

“Houve uma melhora geral agora à tarde, o euro e a libra subiram 1,5% e as taxas de juros
futuros estão caindo nos mercados desenvolvidos”, comentou o diretor de tesouraria do
Travelex Bank, Marcos Weigt. “O mercado de renda fixa estava bastante estressado lá fora.
Essa ação do BoE deu uma acalmada.”
Na manhã desta quarta, o BoE anunciou que vai comprar títulos governamentais de longo
prazo a partir de hoje para ajudar a restaurar o bom funcionamento do mercado. A
medida veio após o anúncio de um novo pacote fiscal pelo governo do Reino Unido ter
estressado os mercados britânicos e contaminado os ativos globais.

O diretor do Travelex Bank destaca que, mesmo em meio ao estresse dos últimos dias, as
moedas emergentes sofreram menos do que as moedas dos países desenvolvidos “por
conta do carrego”. “Brasil ainda tem taxa de juros real alta, balança comercial positiva, por
isso sofre menos”, diz.
Por volta das 17h45, na comparação com divisas emergentes, o dólar recuava 1,10% ante
o peso mexicano; 0,84% ante o rand sul-africano e 3,77% ante o peso chileno. A moeda
americana recuava contra moedas de países desenvolvidos que também são ligados a
commodities e caía 1,37% ante o dólar australiano; 0,86% ante o dólar canadense; e
1,76% ante a coroa norueguesa. Os ganhos dessas moedas nesta quarta refletiram as
altas nos contratos de petróleo tipo Brent e WTI, que fecharam com mais de 3% de alta.
Apesar da melhora, o clima ainda é de incertezas. “O ambiente é de cautela, por isso
estamos vendo muita volatilidade no câmbio nos últimos dias”, diz Cristiane Quartaroli,
economista do banco Ourinvest. Ela destaca o recente aperto monetário promovido pelos
bancos centrais das principais economias, os desdobramentos na Europa da guerra na
Ucrânia e as eleições presidenciais como alguns dos motivos.
Investidores também acompanham os últimos dias de campanha eleitoral antes do
primeiro turno, neste domingo (2).

Fonte: Valor Econômico