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A transparência dá credibilidade

Repercutem as colocações na última coluna quanto aos impasses sobre a demora nos processos de aposentadorias, que tem como gestor o Iprev – Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina. De acordo com informações obtidas, os entraves decorrem de reestruturação do órgão sem que a grande lacuna, falta de pessoal, fosse sanada, quiçá pensada outra maneira de se reduzir a fila, da qual alguns servidores penam por meses.
Pleitos, de forma isolada, não surtem efeitos desejados. Amanhã, a diretoria do Sindifisco vai se reunir e, na pauta, consta que abordará sobre os processos emperrados no Iprev. Aguarda-se que as demandas subam às instâncias superiores. Aliás, processo que trata de pensão por morte de auditor fiscal/filiado deixou os familiares quatro meses aguardando o desfecho, enquanto parentes faziam o papel de “patrão” para honrar com as despesas. Uma falta de respeito para quem contribuiu com alíquota máxima de 14%.

Protelação
Quando se usufrui de benefício devidamente firmado por autoridade competente à época do ingresso protocolar e o órgão requer a apresentação e a respectiva contraprova, fica evidenciada a falta de pessoal, e inócua é a solicitação. Diligência sem motivação plausível e carimbo daqui e dali, só mesmo para ganhar tempo. Num Estado que se apregoa como inovador, inadmissível essa arcaica burocracia.

Transparência
Nos precatórios que tramitam no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, interessados podem recorrer da listagem pesquisando de forma clara, na ordem de preferência da chegada, estado de saúde, idade, por exemplo. No caso em questão, ao consultar, não se sabe qual a ordem, quem está antes ou após. Mesmo sendo sigilosas as informações do que consta no seu interior, é com tramitação transparente que se legitima a credibilidade.

Compensação do ICMS
A novela da redução dos impostos sobre combustíveis, que chegou à energia, comunicação e transporte coletivo, está dando “pano pra manga”. Alguns estados brigando, outros aguardando o desenrolar dos fatos, e o governo Federal a estudar “o pulo do gato” para contentar a todos. Ano eleitoral é isso, goste ou não. O procedimento utilizado baixou os preços nas bombas, e a movimentação de veículos nas ruas e rodovias ampliou. Mas o Planalto promete compensar as perdas do ICMS, o que deve ocorrer antes do segundo turno. A conferir.

Esperança e vigilância
Iniciados os debates eleitorais, os sete candidatos presentes, em aquecimento, respeitosos, abordam os temas, com algumas sátiras, ponderação nas respostas, evitando gafes. De concreto, muito pouco. Quando questionados a respeito do setor produtivo catarinense, prevaleceram: a necessidade de melhoria na infraestrutura para escoamento da produção, e o não aumento da carga tributária. Um deles, jogando para a plateia, frisou sobre a aprovação da Reforma Tributária para esse exercício. Chamou a atenção de candidato, sem passagem efetiva em cargo político, no discernimento das colocações. Com a liberação da propaganda nas mídias, deve-se mudar o nível e o tom de voz. Melhor se vierem respaldados em propostas consistentes e inovadoras. A persistirem nas mesmices das cutucadas na direita ou esquerda, para exaltar extremistas, pouco adiantará ao povo cansado de confusão, mas sedento de solução.

Refletindo

“Quem ama seu pai em vida eterniza o descanso da alma”. Feliz Dia dos Pais. Uma ótima semana!

 

Por Pedro Hermínio Maria – Auditor Fiscal da Receita Estadual de SC