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Superando a covid-19

Que perdoem os incrédulos, mas em pouco mais de dois anos o vírus chinês causou um dos maiores danos vivenciados pela humanidade. Pelo tempo das pandemias que o antecederam, como a peste bubônica e a gripe espanhola, das guerras sangrentas e catástrofes provenientes das alterações climáticas, por estar presencialmente em todo o mundo e pelo fato de acometer familiares, parentes, amigos e colegas, seu fantasma assusta a cada nova onda.
Vidas foram salvas, sem nenhum trauma, com algumas sequelas, e há as que necessitam de tratamento diversos, por longo período. É lamentávela aquelas que não se recuperaram, como a de Arnaldo Sebastião Costa, Luiz Alberto Martins e Paulo Roberto Elias, amigos do convívio de trabalho e familiar. São perdas irreparáveis, iguais a tantas conhecidas.

Pickler das malhas
Das muitas que superaram a doença, a de Huelligton Pickler, auditor fiscal lotado em Joinville, um registro especial. O colega, grande mentor do aplicativo das Malhas Fiscais, que vem revolucionando a sistemática de acompanhamento das informações fiscais prestadas pelos contribuintes, encontra-se por um longo período afastado das atividades laborais. Conforme relato emocionante na revista do Sindifisco, recuperado das sequelas, mas com acompanhamentos ocasionais, retorna em fevereiro às atividades laborais.

Arrecadação em alta
Com crescimento de 22,3% em 2021, a arrecadação em SC vem batendo todos os recordes, possibilitando ao governo planejar melhor suas ações, de médio e longo prazo. Há o plano 1000, para cinco anos, com aportes aos maiores municípios e, agora, com o projeto até 2041, de 20 anos. Ambos ultrapassam o governo atual, salvo se reeleito no primeiro e, em se tratando do segundo, avança em pelo menos cinco mandatos. Pressupõe que os planos são voltados a projetos estruturantes, que, independentemente de quem esteja no poder, tenham continuidade. Quem viver verá.

Perspectivas 2022
Por falar em arrecadação, janeiro e fevereiro serão diferenciados, pois novembro e dezembro, por conta de caprichos da lei de responsabilidade fiscal, tiveram represadas as arrecadações dos combustíveis e energia elétrica. Quanto aos demais meses, estima-se, no mínimo, a manutenção dos períodos idênticos do ano anterior, acrescidos da inflação. O engajamento do time fazendário, aliado a outros fatores positivos, surpreenderá, mais uma vez, a arrecadação, permitindo compartilhá-la com a sociedade notadamente nas áreas de educação, saúde, segurança e infraestrutura.

Combustíveis congelados 
O contrato entre governadores e Palácio Central sobre congelamento dos combustíveis por 90 dias deve terminar mesmo no fim de janeiro. Foram unânimes em não renovar, devido ao não cumprimento da Petrobras em elevar os preços. Nesse meio tempo, o Congresso Nacional ficou de encontrar um caminho alternativo, porém nada aconteceu.

Sugestão de um Fundo
Os governadores consideram o projeto paliativo e defendem a criação de um fundo de estabilização dos preços que evitaria repasses ao consumidor e, ainda, bancaria eventuais prejuízos da Petrobras quando o preço internacional do petróleo e o dólar sobem. Fica a sugestão.

Impostos de janeiro 
O ano começou, e as contas chegam. Em muitas cidades, o IPTU já está disponível para pagamento. Compensa quem paga em cota única e que mantém em dia os pagamentos. Há casos em que as reduções chegam a 25%. Vale a pena.

Refletindo
“A responsabilidade e o comprometimento no convívio social ultrapassam os próprios interesses”. Uma ótima semana!

 

Por Pedro Hermínio Maria – Auditor Fiscal da Receita Estadual SC