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Segundo o balanço divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, nesta segunda-feira (3/10), o saldo representa queda de 9,1% na comparação nominal com o mesmo mês de 2021

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4 bilhões em setembro, segundo o balanço divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, nesta segunda-feira (3/10). As exportações somaram US$ 29 bilhões, enquanto as importações, US$ 25 bilhões. O saldo representa queda de 9,1% na comparação nominal com o mesmo mês de 2021, quando o superávit da balança foi de US$ 4,4 bilhões. Na comparação pela média diária, que considera somente dias úteis, a queda foi de 9,3%.

As exportações agropecuárias, cresceram 47,46% em setembro, também calculadas pela média diária, em relação ao mesmo mês do ano anterior. No caso da indústria extrativa, houve queda de 4,11%; na indústria de transformação, houve alta de 22,28%. Pelo lado das importações, houve crescimento de 7,63% nas compras agropecuárias, avanço de 40,58% na indústria extrativa e expansão de 24,66% na indústria de transformação.

“O que observamos no mês de setembro já víamos ao longo do ano. A exportação cresce com aumento de preço dos bens exportados, mas, por outro lado, na importação há um crescimento muito superior concentrado em adubos, fertilizantes e combustíveis. O Brasil depende da importação desses bens e os preços estão aquecidos no mercado mundial”, disse o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Herlon Brandão, em entrevista coletiva.

De acordo com os dados, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, a balança comercial registrou saldo positivo de US$ 47,9 bilhões. O valor representa queda de 15,1% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o superávit somou US$ 56,4 bilhões. Pela média diária, a queda foi de 15,6%.

nova projeção do Ministério da Economia é que a balança feche o ano com saldo positivo de US$ 55,4 bilhões, ante os US$ 81,5 bilhões projetados em junho. Em março, a expectativa era ainda mais otimista, na época, o governo acreditava num recorde histórico, com a balança terminando o ano de 2022 com saldo de US$ 111,6 bilhões.

Via Correio Braziliense