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Santa Catarina fechou 2019 com crescimento de 2,54% na atividade econômica, segundo IBCR-SC, índice calculado pelo Banco Central e considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). A exemplo da maioria dos Estados, SC teve queda no mês de dezembro frente a novembro, em série com ajuste sazonal.

A retração do Estado ficou em -0,62%, mas na comparação com o mesmo mês do ano anterior cresceu 0,84%. O IBCR indica que SC conquistou o terceiro maior crescimento do país em 2019, atrás do Amazonas, que teve alta de 4,61% e de São Paulo, que cresceu 2,75%.

Esse indicador considera atividades de indústria, comércio, serviços e agropecuária. O resultado nacional ficou abaixo do esperado pelo mercado, com alta de 0,89% no ano, queda de -0,27% em dezembro frente a novembro e crescimento de 1,28% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Sul acima da média

O economista Henrique Reichert, da consultoria Caravela Soluções, de Florianópolis, chama a atenção para o fato de os três Estados da Região Sul terem fechado 2019 com nível de atividade econômica maior que a média nacional. Além de SC com alta de 2,54%, o Paraná fechou o ano com crescimento de 2,1% e o Rio Grande do Sul com 1,67%. RS e PR também tiveram resultado negativo em dezembro frente a novembro.

Apesar de esse índice do BC ter apontado variações quase sempre inferiores a do PIB, calculado pelo IBGE, muitas instituições estão revendo as projeções de crescimento do PIB para este ano, considerando também os resultados nacionais fracos da indústria, comércio e serviços no final do ano passado.

As projeções de alta do PIB para este ano, que antes chegavam a 2,7%, agora estão sendo reduzidas para 2% ou até menos. Parece que, mais uma vez, o país começará o ano animado e terminará frustrado com o crescimento econômico. Isso ressalta a importância de o Congresso Nacional e as assembleias legislativas fazerem as reformas.

Serviços têm alta de 1,2% no Estado

O setor de serviços, segundo levantamento do IBGE, fechou 2019 com crescimento de 1,2% em Santa Catarina frente a 2018, ficando em sétimo lugar no ranking nacional. O Brasil teve resultado positivo médio de 1%.

Via NSCTotal – Coluna Estela Benetti