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Mesmo considerado o pior dos últimos 100 anos em função da pandemia, 2020 não vai gerar a maior retração econômica da história de Santa Catarina. Graças ao desempenho acima do esperado em boa parte das atividades econômicas, o Produto Interno Bruto (PIB) do estado ficará próximo da estabilidade no ano passado, prevê o economista Paulo Zoldan, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), responsável pelo cálculo da estimativa do PIB estadual. O desempenho será acima da média nacional, que tem queda prevista em torno de 4%, e ficará longe dos 9,9% de retração do Reino Unido, variação que era apontada também para o Brasil no mesmo ano. 

Conforme Zoldan, após registrar queda de -1,6% no período anualizado até setembro, a economia de SC apresentou bom desempenho no último trimestre do ano, o que permitirá ficar perto da estabilidade. A análise será concluída até o final deste mês. Por enquanto, ele diz que não dá para antecipar se o resultado será negativo ou positivo.

Entre os indicadores que compõem o PIB estão três apurados pelo IBGE: as pesquisas mensais do comércio, serviços e indústria. No ano passado, as vendas do comércio catarinense, em volume, cresceram 5,6% frente ao ano anterior. A mesma pesquisa, em nível nacional, registrou alta de 1,2%.

Os serviços, que têm o maior peso na formação do PIB, tiveram queda de 4% no Estado. No Brasil, a pesquisa apurou retração de 7,8%, quase o dobro. A indústria do Estado teve queda de 4,4% no acumulado do ano, muito próxima da retração do setor em todo o país, que ficou em 4,5%.

Outros dados importantes, segundo Zoldan, são os da receita do Estado, que foram positivos. No ano, a receita teve crescimento de 1,9%, a arrecadação de ICMS subiu 0,8%, e a receita corrente líquida (RCL) que é referência para a avaliação dos indicadores da Lei de Responsabilidade Fiscal, subiu 7,1%.  

SC conta ainda com o bom desempenho da maioria das atividades agropecuárias, incluindo preços favoráveis e exportações em alta de diversos produtos. A lista de bons indicadores inclui também a baixa taxa de desemprego do Estado, que é a menor do Brasil e ficou em 6,6% no terceiro trimestre do ano passado, frente a 14,6% da taxa nacional. Resultado positivo na oferta de emprego formal, com a criação de 53.050 novas vagas, também ajudou. Zoldan cita ainda a redução da inadimplência durante a pandemia.

O desempenho acima da média é alcançado, principalmente, pela diversidade econômica do estado, com produtos e serviços em vários setores. Essa condição foi favorecida pelo auxílio emergencial, que aqueceu o consumo no Brasil.

Via NSCTotal – Coluna Estela Benetti