Notícias

Compartilhe:

Nos últimos seis meses, 91% dos moradores de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul sentiram o impacto negativo da inflação no bolso e 64% reduziram gastos em função disso. Os obstáculos são um pouco menores do que os da média nacional, que apontou 95% dos brasileiros prejudicados pela alta generalizada de preços. Esse aumento no custo de vida fez também uma parte das pessoas deixarem de comprar determinados produtos como gasolina, carne vermelha, vestuário, eletrodomésticos e até itens essenciais como remédio e serviço de celular.

Os dados são da pesquisa Comportamento e economia no pós-pandemia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizada pelo Instituto FSB. Foram entrevistadas 2.015 pessoas no período de 1º a 5 de abril.

O levantamento apurou que as pessoas tiveram que gastar mais com produtos de primeira necessidade. Do total de entrevistados na região, 58% tiveram que destinar mais renda para pagar gás de cozinha, 57% apontaram alta na conta de luz, 55% tiveram maior custo com carne vermelha, 54% gataram mais com arroz e feijão, 53% tiveram mais despesas com combustíveis e 52%, com a compra de frutas e verduras.

Para gastar mais de um lado, parte dos consumidores conteve a compra de outros itens, com corte maior nas despesas que podem ficar para depois. Mas teve os que deixaram de consumir até produtos e serviços essenciais por falta de renda, como remédios (5%), conta de celular (8%) e transporte público (13%).

Segundo a pesquisa, 34% suspenderam o consumo de materiais de construção, TV por assinatura (26%), aquisição de móveis e eletrodomésticos (24%), refeições fora de casa (24%), roupas e calçados (14%), combustíveis (11%) e carne vermelha (4%).

Ainda segundo o levantamento, embora tenham reduzido, ninguém suspendeu o consumo de arroz e feijão; frutas, legumes e verduras; e produtos de higiene pessoal. Quanto ao grau de redução de gastos, 9% informaram que fizeram uma redução muito grande e 28%, grande. Sobre expectativas para os próximos seis meses, 59% informaram que esperam mais inflação.

Via NSCTotal – Coluna Estela Benetti